sábado, 16 de agosto de 2008

Capítulo segundo

Nunca haviam se sentido assim, com essa sede de reencontro. Passaram a se falar, então, com um pouco mais de freqüência. As palavras eram doces, calorosas. Não planejavam um relacionamento durador, aliás, nem tocavam no assunto, apenas deixaram que as coisas fluíssem naturalmente. Ela sentia saudades. Ele, idem; fazia falta o toque dos lábios dela que, calorosamente, envolvia os dele. E foi numa noite não muito fria de inverno que puderam se rever. Uma festa comemorativa. Tudo era motivo de alegria. E a alegria dela era tanta, que resolveu pegar um como “ousado” para festejar. Ao se verem, os dois entregaram-se a um intrigante abraço. Os copos dela foram trocados com freqüência. O mundo girava, girava, girava, girava cada vez mais desalinhado. Uma “zonzeira” prazerosa, no ínicio. E ela se sentiu dominada por algo estranho, já não tinha mais poder sobre si. Estava corroída. Quase não parava em pé. Gestos, atitudes e palavras vãs, pois nem puderam ser lembradas depois. Ele, agonizado. Não tinha idéia do que fazer; enquanto ela ia devolvendo, da pior maneira, tudo o que a havia envolvido. Num progresso de melhora, cheiro de arrependimento. Voltar no tempo, infelizmente, não seria possível. As lágrimas escorreram, mas ia passar. Ele a confortava e acalmava seu desespero. Passou! O acontecimento, mais tarde, foi motivo de risos para os dois apaixonados. Mas o cheiro de arrependimento ainda permanecia no ar. E o inconseqüente amor também permanecia.